A falta de investigadores tem prejudicado a elucidação de vários crimes em Londrina, segundo o presidente do Sindicato da Polícia Civil de Londrina, Ralph Gren de Oliveira. Ele cita como exemplo o assassinato do empresário Júlio Cesar Marino, ocorrido em dezembro do ano passado, na entrada de sua casa, na área central. ‘‘É um caso que pode cair no esquecimento por falta de policiais para investigar’’, afirma.
Marino foi morto a tiros e quatro pessoas testemunharam o crime. A polícia chegou a vários nomes de prováveis assassinos, mas não obteve êxito. J. Marino era diretor-presidente do grupo Cotam, de Rolândia.
A advogada Rossana Helena Karatzios acredita que a falta de estrutura na polícia é um dos motivos para Rubens Mendes Queiroz ainda estar livre. Ele é acusado das mortes de Luciana Duarte Filho (ocorrida em 17 de julho) e de Cristian Moretto (em 1996), está foragido e com a prisão preventiva decretada pela Justiça.
‘‘Ele (Queiroz) está solto e pode matar outras pessoas, porque é perigoso e tem um desvio de conduta’’, afirma Rossana, que é advogada da família Moretto. Ela diz que, através de outras pessoas, várias vezes a Polícia teve notícias de onde Queiroz estava. ‘‘Mas, talvez por falta de pessoal ou por um motivo injustificado, ele ainda não foi preso’’, ressalta.
O delegado-adjunto da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, Acácio de Azevedo, afirma que os casos não estão parados. ‘‘O caso do J. Marino é complexo, por isso é mais demorado’’, justifica.
Sobre Queiroz, o delegado acredita que ele não está em Londrina. ‘‘Se ele voltar, pode ser preso a qualquer momento’’, ressalta. ‘‘Se alguém sabe onde ele está, basta informar a polícia’’, acrescenta.

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