Londrina - A Secretaria Municipal de Defesa Social conta hoje com 220 câmeras de segurança instaladas em pontos estratégicos da cidade, mas outros 49 equipamentos, que também poderiam auxiliar os trabalhos, estão guardados em uma das salas do prédio da Guarda Municipal. A falta de um levantamento sobre os custos da infraestrutura necessária para fazer as novas instalações fez com que os materiais permanecessem intactos desde o ano passado.
O secretário municipal de Defesa Social, Rubens Guimarães, não soube informar os valores investidos na compra, mas garantiu que as câmeras não foram esquecidas. Conforme ele, técnicos da Secretaria Municipal de Obras vão auxiliar na elaboração do projeto de implantação do sistema. "Isso ainda não foi possível por causa da demanda de serviços, mas nós temos que resolver essa questão. Precisamos das câmeras", explicou o secretário. Só após a verificação dos custos será possível fazer o pedido para a abertura de um edital de licitação para a escolha da empresa que será responsável pelo serviço. Segundo ele, os técnicos da Secretaria de Obras entregaram um levantamento há pouco mais de um mês, mas o documento não teria atendido às exigências necessárias para elaborar o Termo de Referência, que antecede o processo de licitação.
O guarda municipal André Marcelo de Almeida, um dos responsáveis pela Central de Monitoramento da GM, destacou que o projeto deve contemplar a quantidade de postes necessários para a implantação das novas câmeras, a estrutura elétrica e a rede de transmissão das imagens. Segundo Almeida, esses 49 equipamentos seriam colocados em vários pontos estratégicos como praças e no Centro Social Urbano (CSU) da Vila Portuguesa (área central).
Das câmeras que já estão em funcionamento, 30 foram adquiridas por meio do Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública e Cidadania (Cismel). Neste caso, a aquisição já contemplava estudos e valores necessários para a implantação do sistema. Ainda assim, de acordo com Almeida, o processo de instalação demorou oito meses e ocorreu entre janeiro e agosto deste ano. Outros 60 equipamentos em uso são fixados em ruas e avenidas de acordo com o levantamento feito pela Secretaria de Defesa Social em parceria com a Polícia Militar. Além das 220 câmeras, outras quatro estão em manutenção.
A Central de Monitoramento opera 24 horas por dia e armazena imagens pelo período de até um mês. Em média, sete guardas se revezam por turno para a realização dos serviços. Policiais militares são acionados nas situações em que os guardas municipais poderiam ser colocados em risco pela falta de armamento. Além de flagrar crimes e casos de danos ao patrimônio público, como pichações, as câmeras já ajudaram a desvendar casos de acidentes de trânsito, por exemplo.
Depois de instalar os equipamentos de vigilância que estão pendentes, a prefeitura pretende buscar mais recursos por meio do consórcio intermunicipal para atender pedidos feitos por outras secretarias. "Também vamos precisar de mais guardas para o serviço de monitoramento", concluiu o secretário de Defesa Social. O secretário de Defesa Social deve solicitar um novo levantamento à Secretaria de Obras nas próximas semanas.

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