Falta de informação leva os jovens às drogas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de julho de 2003
Gilmar Agassi<br> Reportagem Local 
A falta de informação é a principal responsável pela disseminação das drogas entre os jovens. Essa é a opinião do representante da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do governo federal, General Paulo Roberto Yog de Miranda Uchoa. Ele esteve ontem, em Londrina, participando da abertura do 6º Congresso Nacional Amor Exigente, que acontece no Complexo Marista, até domingo.
Para o general, a sociedade e os próprios pais precisam estar capacitados para conversar com seus filhos sobre as drogas. Mesmo nas camadas mais altas da sociedade, Uchoa disse que falta uma gama maior de informações. Segundo ele, os pais devem estar preparados para conversar com os filhos sobre drogas. ''Se os pais identificarem os pontos fracos de seus filhos antes do traficante, certamente haverá uma redução dos problemas'', afirmou.
O general esclareceu que não adianta somente ensinar os jovens a dizer não às drogas, ''é importante que eles realmente queiram dizer não''. Ele observou que pesquisas realizadas pelo governo federal mostram que cada vez mais cedo, as pessoas estão tendo contato com as drogas. ''A redução da demanda de drogas no país é uma prioridade para o governo federal e estamos trabalhando para isso'', ressaltou.
Uchoa declarou que existe também uma preocupação muito grande com o consumo abusivo de bebidas alcoólicas, que por ser uma droga lícita não recebe a mesma carga de importância das ilícitas. ''Mais de 90% das mortes no trânsito estão ligadas ao álcool. É preciso restringir o consumo'', comentou.
O general reclamou da atual legislação brasileira, que, segundo ele, é muito antiga e não pune como deveria os traficantes. Sobre o trabalho desenvolvido pelo Amor Exigente, ele observou ser muito importante a sociedade atuar em parceria com o governo.
A Organização Não Governamental Amor Exigente foi criada na década de 70 pelo casal norte-americano, David e Phillys York, numa tentativa de afastar as três filhas das drogas. Os dois entenderam que era preciso repensar valores, a própria vida e criaram um programa de orientação e apoio dirigido às famílias. No Brasil existem atualmente 800 grupos em várias cidades. Em Londrina são três grupos, reunindo cerca de 120 pessoas.


