Curitiba - O Sinditest, entidade sindical que representa os funcionários do Hospital de Clínicas (HC), está propondo que seja reduzido pela metade o número de leitos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para adultos, enquanto a falta de funcionários não for solucionada.
O sindicato levou o caso para o Ministério Público Federal, anteontem. O Sinditest quer medidas judiciais com relação à falta de pessoal e de condições adequadas de trabalho na UTI. O déficit de pessoal em todo o HC chegaria a 700 profissionais, nos calculos do sindicato.
O presidente em exercício do Sinditest, Landri Roberto Roehrs, diz que o concurso público realizado recentemente não atende às necessidades do hospital, pois prevê a contratação de apenas 159 funcionários. De acordo com o Sinditest, atualmente a UTI adulto do hospital tem apenas seis profissionais pela manhã e quatro à tarde, para atender os 14 leitos permanentemente ocupados.
Os funcionários teriam encaminhado uma carta ao sindicato e ao Ministério Público reclamando da ausência de médicos intensivistas e de supervisão de enfermagem nos feriados e finais de semana. Os médicos residentes também estariam responsáveis por procedimentos complexos sem a orientação e supervisão de prefessores.
O Sinditest alerta ainda que a falta de pessoal aumenta o risco de infecção hospitalar, pois os profissionais atendem pacientes com tuberculose, HIV, e meningite bacteriana ao mesmo tempo que cuidam de pacientes de pós-operatório de cirurgias cardíacas e renais. ''A limitação no número de leitos vai resolver a sobrecarga de trabalho dos servidores e também vai reduzir os riscos a que estão expostos os pacientes'', disse Roehrs.
O Ministério Público Federal informou que já tem um procedimento em andamento sobre a situação da falta de funcionários no HC. O próprio diretor geral do hospital, Giovanni Loddo, teria protocolado uma representação dando conta da situação do hospital. A procuradoria entrou com a ação civil pública na Justiça Federal pedindo contratação imediata de pessoal para atender as necessidades do hospital e foi então que houve o concurso público.
O diretor do HC, Giovanni Loddo, chegou a marcar uma entrevista para ontem à tarde, mas não compareceu por causa de uma reunião na Secretaria Municipal da Saúde. Loddo ficou de falar sobre o assunto hoje.

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