Falta de estacionamento volta à pauta do dia
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terça-feira, 09 de abril de 2002
Vânia Moreira Equipe da Folha 
Umuarama Lideranças de Umuarama discutem há vários anos a regulamentação e cobrança de taxa nos estacionamentos no centro da cidade. Desde 1991, o município tem aprovada uma lei que cria a Zona Amizade, mas o projeto acabou esquecido. Agora, a Associação Comercial e Industrial volta a defender que a cobrança do estacionamento é necessária e quer a aplicação da lei.
As ruas, avenidas e calçadas largas de Umuarama, herança dos projetos de urbanização da Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, oferecem muitas vagas para estacionamento, inclusive nos pontos comerciais de maior movimento, como a Avenida Paraná e a Praça Santos Dumont, onde se concentra a maioria das agências bancárias.
O problema da cidade não está na falta de vagas e sim no mau uso que os motoristas fazem delas. Faltam vagas no centro porque comerciantes, empresários e trabalhadores estacionam suas carros o mais perto possível de seus locais de trabalho. E os carros ficam lá, ocupando a vaga o dia inteiro.
Outro problema parece estar ligado à preguiça ou inabilidade dos motoristas. É comum encontrar carros mal-estacionados, ocupando quase duas vagas ao mesmo tempo ou com grandes espaços entre si, como se os pilotos tivessem medo de não conseguir sair depois. Ou os motoristas não aprenderam a manobrar o veículo ou não se preocupam com o próximo que também vai precisar estacionar. Acostumados a nunca precisar se espremer para estacionar, alguns motoristas parecem ter esquecido as aulas de baliza que fizeram para tirar a carteira de habilitação.
Muita gente não consegue entrar (e às vezes nem sair) de uma vaga pequena. Em algumas avenidas, onde a prefeitura implantou o estacionamento diagonal, o aproveitamento dos espaços passou a ser de 100%. Nos locais onde ainda é preciso estacionar em fila indiana, rente ao meio-fio, é comum encontrar um carro onde poderia caber dois ou três. Por não saber aproveitar seus estacionamentos, os motoristas poderão ter que pagar pelas vagas mal-ocupadas.


