Apesar da grande concentração de indústrias em Curitiba e Araucária, o maior agente causador da poluição ainda é a falta de esgoto tratado. A Sanepar informou que coleta apenas 52,7% do esgoto doméstico e industrial na Região Metropolitana de Curitiba e, deste total, a companhia de saneamento trata quase 80%. Mas 47% de todo o esgoto sequer recebe tratamento e vai ‘‘in natura’’ para os rios e contaminam os lençóis freáticos. ‘‘É vísivel a entrada de enfluentes nas margens dos rios’’, diz o gerente geral do Meio Ambiente da Petrobrás, Rui Fonseca.
O esgoto é lançado em rios secundários que vão desaguar no Iguaçu. Mas além do esgoto, há o lixo doméstico que é jogado pelas populações ribeirinhas e pelas próprias empresas. Ambientalistas e moradores de Pinhais há um ano desenvolvem um trabalho de coleta de lixo nos rios, na tentativa de limpar a bacia do Iguaçu.
Neste período, os ambientalistas já conseguiram retirar mais de 100 toneladas de lixo. São garrafas plásticas, pneus, latas e até móveis usados que acabam sendo jogados no rio como se ele fosse uma grande lata de lixo. ‘‘Nosso problema é cultural.
A sociedade não aprendeu a respeitar as águas’’, reclama o presidente da Associação Paranaense de Preservação dos Mananciais do Rio Iguaçu, Haroldo de Paula Júnior.
A ocupação descontrolada de moradores às margens dos afluentes do rio Iguaçu também contribui para o acúmulo do lixo. Pinhais conseguiu retirar 625 casas que haviam sido construídas na beira dos rios Iraí e Palmital. Em seus lugares foram plantadas árvores.
Mas outros municípios não tiveram a mesma sorte. Curitiba e Colombo foram obrigadas a conviver com as invasões, como a Zumbi dos Palmares, Liberdade e Guarituba. Todas estão em áreas de várzea, que são constantemente alagadas. (C.M.)

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