Curitiba

Edson MazzettoDurezaFuncionários trabalham para recuperar o sistema de distribuição, prejudicado pela queda de torres em Vera Cruz do OesteA Companhia Paranaense de Energia (Copel) calcula que a queda das torres de transmissão de energia no município de Vera Cruz do Oeste deverá deixar cerca de 500 mil consumidores sem luz em todo o Paraná durante o período de pico de consumo. Os cortes acontecerão durante 30 minutos, das 19h às 21h, nas regiões determinadas pelo Centro Nacional de Operação de Sistemas (CNOS), controlado pela Eletrobrás. A previsão é que, até a próxima semana, o fornecimento de energia seja reduzido em até 8% nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do País.
Ontem, primeiro dia do racionamento, várias cidades do Paraná já sofreram cortes de energia. Em Curitiba, o corte ocorreu a partir das 10h30 da manhã em aproximadamente dez bairros. Nesse momento, segundo o superintendente de Operação do Sistema da Copel, Nelson Grebogi, o consumo excedeu o percentual máximo suportado pelo sistema (34 mil megawatts) e o fornecimento de energia precisou ser remanejado. A técnica de rodízio, afirma Grebogi, afasta a possibilidade de um blecaute generalizado.
Os técnicos da Copel garantem que a região central de Curitiba será poupada dos cortes diários, sempre que possível, para não ameaçar o funcionamento dos semáforos e controladores de tráfego. Outras áreas do município com serviços considerados essenciais - hospitais, aeroportos, órgãos de comunicação, corpo de bombeiros e estações de tratamento de água - também deverão ser privilegiados em relação aos demais bairros.
Ontem, a Copel também anunciou que um dos geradores da Usina de Foz do Areia, em Cruz Machado, deverá rapidamente ser colocado em funcionamento para ampliar a capacidade de geração do sistema. O gerador, que havia sido desligado para manutenção, deverá aumentar a capacidade do sistema entre 1% e 1,5%. A turbina deve entrar em funcioamento no sábado.
Até o final da tarde de ontem, as equipes técnicas de Furnas Centrais Elétricas, responsável pela transmissão de energia, não haviam enviado um novo relatório sobre a previsão de reconstrução das torres. O prazo inicial dado pela empresa para que uma das linhas de transmissão seja refeita é cinco dias. Assim que esta linha voltar a operar, o fornecimento de energia será normalizado, acreditam técnicos da Copel.
A queda das torres obrigou Furnas a reduzir pela metade sua capacidade de produção de energia. Depois do rompimento do sistema de transmissão, a produção anual estimada de Itaipu deve baixou de 95 mil para 89 mil megawatts.

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