Falta de efetivo dificulta ação policial
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quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Marccio W. Varella 
Marcos NegriniExpectativaUma das melhorias aguardadas pela 9ª SDP é a reforma do antigo prédio da Polícia Civil, na Avenida ParanáA Polícia Civil de Maringá está sem investigadores e equipamentos para evitar a média diária de três arrombamentos registrados pela Polícia Militar, principalmente nos finais de semana.
Temos 80 funcionários e apenas 30 agentes nas ruas. É muito pouco. Estamos levando o trabalho aos trancos e barrancos, disse o delegado-chefe da 9ª Subdivisão Policial de Maringá, Leonil Cunha Pinto. Precisamos de pelo menos o dobro de funcionários para poder trabalhar com tranquilidade, acrescentou o investigador-chefe da Seção de Furtos e Roubos, João Osmar.
Só na noite e na madrugada de segunda-feira, por exemplo, três estabelecimentos comerciais e uma residência foram arrombados, conforme relatório de ocorrência encaminhado pela PM aos órgãos de comunicação na terça-feira.
No caso específico dos arrombamentos, o delegado-chefe reafirma que com o pessoal que dispõe atualmente encontra dificuldades para solucionar os casos, principalmente se os ladrões forem de fora.
Além disso, segundo Cunha Pinto, a polícia de Maringá tem sempre uma equipe viajando. Ontem uma equipe foi para Foz do Iguaçu buscar um ladrão de carros e hoje uma equipe viajará para Curitiba, também para buscar preso.
De acordo com o chefe da Seção de Furtos e Roubos, o número de arrombamentos em Maringá costuma crescer nos finais de ano por causa do indulto de Natal. Os presos deixam as celas para visitar as famílias e acabam praticando furtos e roubos para retornar às prisões com dinheiro no bolso.
Concurso A esperança do delegado-chefe é a realização do concurso da Secretaria de Segurança Pública do Estado, que deveria ser realizado em dezembro e sofreu adiamento. Só em Maringá são 1.600 candidatos inscritos para 40 vagas de investigador e 18 de escrivão. Cunha Pinto disse acreditar que o concurso saia até abril, quando vence o prazo devido ao ano eleitoral (a lei proíbe contratações seis meses antes das eleições).
Outra expectativa da Polícia Civil de Maringá é uma emenda ao Orçamento da União que está sendo analisado pelo Congresso, prevendo a liberação de R$ 90 mil para reforma do antigo prédio da Polícia Civil, na Avenida Paraná, e que hoje está abandonado. A intenção é de transferir para o local a Delegacia da Mulher, o primeiro e segundo distritos policiais, as seções de registro de queixas e de expedição de cédulas de identidade.
Com isso, a 9ª SDP criaria em seu prédio atual, na Avenida Mandacaru, as delegacias de Trânsito, de Furtos e Roubos de Veículos e de Entorpecentes, que segundo o delegado-chefe ainda não existem por falta de espaço.
Na semana passada, quando esteve em Curitiba com o prefeito Jairo Gianoto, Cunha Pinto recebeu promessa da Secretaria de Segurança de liberação de outra verba para a reforma da cadeia pública, hoje com cerca de 120 detentos, quando a capacidade é para apenas 80.


