Moradores de bairros da zona oeste que deram um ‘tempo’ em seus afazeres para acompanhar parte do serviço de limpeza de bueiros se mostraram indignados com o comportamento da própria população. ‘‘Tem gente que pensa que rua é lugar de lixo, já vi jogarem até sofá aqui. E não adianta reclamar que o povo quer vir prá cima da gente’’, diz o professor Nilton Santana, sobre trecho da avenida Arthur Thomas que faz parte de seu trajeto diário para o trabalho. ‘‘Essa sujeira é gente do próprio bairro que faz. Depois, aumentam as doenças e todos fazem de conta que não sabem por que. Isso aqui é meu, é teu, é de todo mundo. Temos que cuidar, poxa’’.
  O mecânico Osmar Cassetari, morador do Jardim Sabará, também se mostrou indignado com a transformação de ruas e calçadas em lixeiras coletivas. Ao lado de sua oficina há um terreno baldio repleto de velharias. O lixo é tanto que o bueiro mais próximo passou por duas operações de limpeza em menos de seis meses. ‘‘Já falei, já briguei com vizinho, mas não adianta nada. São pessoas inescrupulosas que não pensam nos outros e na saúde das pessoas’’, critica. ‘‘Esse monte de sujeira atrai mosquito, doenças, tudo que é coisa; e o mau cheiro, então...’’. (F.C.)

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