Falta de documento obrigatório permitiu descoberta do golpe
A direção da Cooperativa Cotriguaçu informou que a empresa está investigando o envolvimento de oito funcionários no esquema das notas frias. Fábio Rosso, diretor-presidente da Cotriguaçu, disse que a fraude começou a ser descoberta a partir de uma auditoria interna, que revelou a ausência de documentos obrigatórios no processo de entrada da soja.
As notas frias foram descobertas quando a empresa constatou que muitos documentos de entrada não continham a senha do porto e o carimbo de classificação da Claspar. A partir disso, a Cotriguaçu apurou que os fraudadores conseguiram dar entrada em 110 notas frias, de cargas que nunca chegaram ao terminal.
Rosso explicou que a Contriguaçu encontrou 145 notas emitidas pela Agrofeld. Dessas, 35 estavam acompanhadas da senha do porto e da classificação da Claspar, comprovando a entrada efetiva da soja. As 110 notas que confirmam a fraude serão estornadas pela Cotriguaçu, que já está acionando a Justiça para evitar que a cooperativa venha a ter prejuízos com o golpe.
A Cotriguaçu não foi lesada porque conseguiu descobrir o esquema logo no início do processo fraudulento. Segundo Rosso, a Cotriguaçu funciona apenas como uma prestadora de serviços, não se responsabilizando pela compra e venda da soja.
O problema no sistema de computação, que permitiu a fraude dentro da empresa, já foi solucionado. A falha permitia a emissão do código de barras e a liberação de um peso fictício, sem que a carga estivesse sobre a balança.(G.F.)

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