Depois de descoberto o protozoário cyclospora, que causou o surto de diarréia em Antonina, no Litoral do Estado, a dificuldade para sanar o problema agora é conseguir recursos para contratar uma empresa que encontre o vazamento nos tubos da rede de abastecimento do município. O trabalho de geofonagem que detecta infiltrações e rompimentos existentes no subsolo custaria de R$ 5 a R$ 6 mil. Falta definir quem vai arcar com a despesa.

''Vou tentar agendar uma reunião amanhã (hoje) entre a prefeitura, já que o sistema de abastecimento é uma autarquia municipal, e a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), que é parceira da prefeitura, para que tomem um posicionamento, o que não pode é deixar o problema sem solução'', disse o médico sanitarista da Secretaria Estadual da Saúde, Natal Jataí de Camargo, que está em Antonina investigando o surto.

Segundo Camargo, como a doença não confere imunidade, ''se houver uma chuva forte, por exemplo, pode ocorrer a recontaminação da rede e, por consequência outro surto de diarréia no município'', alertou. Até ontem, o Hospital Municipal Silvio Bittencourt de Linhares tinha registrado 843 casos de diarréia.

As galerias subterrâneas que formam uma malha de tubulações por onde passa a água, segundo Camargo, possui mais de 30 anos, e por isto, se rompeu. ''Foi assim que ocorreu a contaminação'', concluiu.

Está previsto para hoje o término da pesquisa de campo que está sendo aplicada pelos técnicos da Funasa em parte dos infectados, na tentativa de comprovar que a fonte de contaminação é mesmo e água encanada. O Laboratório Central do Estado (Lacen) não possui a metologia necessária para identificar, por exames, o protozoário no produto.

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