Falta de cuidado compromete vida útil dos livros
Londrina - Um dos pontos interessantes da pesquisa "Bibliotecas e Leitura Digital no Brasil" é sobre a vida útil dos livros e periódicos, que se baseia no número de vezes que um livro é lido até que se estrague ou precise ser reposto.
Nesse sentido, o estudo mostra que os exemplares de obras gerais são lidos, em média, 168 vezes. Número relativamente baixo se comparado com obras de referência como enciclopédias, dicionários e atlas, que duram 263 vezes.
No caso das bibliotecas escolares, a vida útil dos livros é de 379 vezes para obras gerais e 371 nos de referência. Para a diretora da Biblioteca Pública Municipal de Londrina, Rosângela Mello, a falta de cuidado no manuseio dos livros faz com que muitos exemplares sejam devolvidos em "péssimas condições".
Apesar de o número de empréstimos ser relativamente baixo (20% da frequência diária de 400 pessoas), a direção contabiliza cerca de 100 livros recuperados mensalmente. "A questão é que o processo de recuperação é demorado. É por isso que durante a Semana Nacional do Livro e Biblioteca, no mês de outubro, realizamos uma campanha de conscientização tanto pelo zelo quanto pela inadimplência", ressalta.
Em relação ao acervo, Rosângela calcula cerca de 80 mil livros e 60 mil periódicos. Em geral, nas instituições analisadas, a média do acervo gira em torno de seis mil livros de obras gerais (ficção e não ficção dos diferentes gêneros da literatura) e 1.480 de didáticos, sendo que nas escolas, esse número cai para 835 exemplares. (M.O.)





