Falta de consenso atrasa acordo sobre consultas
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 19 de dezembro de 1996
Filipe Pimentel<br> Da Sucursal 
O Sindicato dos Corretores de Seguros do Paraná (Sincor-PR) e a Associação Médica do Paraná (AMP) descartam a possibilidade de consenso, a curto prazo, no impasse referente ao reajuste dos valores cobrados pela consulta médica dos seguros-saúde. A AMP luta para recuperar a defasagem de 157% e aumentar de R$ 25,00 para R$ 39,00 a consulta. O Sincor-PR não quer o reajuste.
A briga começou em maio, quando a AMP reajustou os preços das consultas em 25%. A partir daí iniciou uma guerra. Para tentar mais um reajuste, a AMP sugeriu que os médicos se descredenciassem dos seguros-saúde.
Em todo o Paraná já se descredenciaram 2.616 médicos, 95% destes são de Curitiba. Todos os dias temos médicos deixando o seguro-saúde, disse José Fernando Macedo, diretor do Departamento de Convênios da AMP.
O Sincor confirma o descredenciamento, mas rebate as afirmações de que haveria um aumento no número de descredenciamentos. Aos poucos a classe médica, individualmente, está retornando ao sistema, disse o presidente da Comissão de Seguro-Saúde do Sincor, Denizart Pacheco de Carvalho.
Carvalho afirma que as negociações estão emperradas por dois motivos. O primeiro é que tentar impor um reajuste de 156% sobre os custos do seguro-saúde é um abuso. O segundo seria o fato do Sincor não reconhecer a representatividade da AMP. Associação não tem caráter de representação. Isso é papel de um sindicato, disse.
Para o diretor da AMP, uma solução vem sendo tentada desde maio. Macedo acusa o Sincor de não negociar. A impressão que temos é que eles não querem discutir as soluções, disse Macedo.


