Albari RosaOutono no Parque Barigui: campos de grama secos e árvores sem folhasA estiagem dos últimos 60 dias já bateu recordes em Curitiba. A falta de chuva regular fez cair o nível de umidade do ar para um dos mais baixos registrados na cidade. De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), na semana passada a umidade do ar chegou a 23%, índice considerado crítico e um dos mais baixos dos últimos 30 dias de acompanhamento diário feito pelo órgão que controla automáticamente o clima com informações de hora em hora.
A média normal de umidade em Curitiba e ideal para o ser humano fica entre 50% e 80%, explica Luiz Tarcísio, do Simepar, e abaixo de 40% já se torna crítica. O índice de 23% chegou bem próximo ao observado em Brasília, local característico pela seca nesta época do ano e que já chegou a registrar índice de 13% de umidade do ar.
Ontem em Curitiba, o Simepar registrou umidade de 40% no ar em função de um anticiclone polar que passou pelo litoral, não fez chover aqui, mas trouxe melhor nível de umidade. O que pode se repetir hoje e por mais alguns dias enquanto durar a passagem desta frente fria.
De acordo com a Sanepar, que já alerta para os baixos níveis dos seus reservatórios, em março as chuvas somaram 62 milímetros, contra a média histórica de 126 milímetros no mês. Segundo o Simepar ainda, não há previsão de chuvas até o final de semana.
Embora muito seca, a paisagem do outono tem proporcionado dias com cores muito bonitas. As flores roxas dos ipês têm enfeitado ruas, mas a grama seca também transforma em árida a paisagem de um dos locais mais verdes da cidade, o Parque Barigui. Nos postos de saúde crescem também os atendimentos a crianças e idosos com poblemas respiratórios.
De acordo com o médico Ademar de Almeida Santos, que trabalha há 20 anos na Secretaria Estadual da Saúde, a média de atendimento nos meses mais quentes do ano é de 15 casos por dia que sobem para quase 50 quando chega o outono.

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