Curitiba - A falta de chuva no oeste e sudeste do Paraná já afetou o abastecimento de água em alguns municípios. Em Palmeira, Pato Branco e Francisco Beltrão, houve redução na vazão dos rios e, caso a situação se agrave, a Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) terá que adotar medidas emergenciais. Nessas regiões não ocorre chuva intensa há 45 dias. Foram registradas apenas pancadas, insuficientes para regularizar o volume de água nos lençóis freáticos e rios.
Em Pato Branco, a vazão do rio que abastece está 30% menor e, em Francisco Beltrão, a redução é de 20%. Por enquanto, a Sanepar está usando mananciais alternativos para regularizar a vazão dos rios onde a água é captada. Algumas localidades estão sendo abastecidas com caminhões-pipa.
Caso a seca continue, o norte paranaense também poderá ter dificuldades no abastecimento. "Se não chover nos próximos 30 dias, Apucarana, Rolândia, Arapongas e, principalmente, Jandaia do Sul, serão as próximas cidades com problemas", alertou o diretor de Operações da Sanepar, Wilson Barion.
O metorologista do Instituto Tecnológico Simepar, Tarcisio Valentim da Costa, afirma que os índices de chuva estão aquém da média para o período, mas a expectativa é de que, até o final do mês, o volume alcance a média histórica. A situação, segundo ele, na caracteriza estiagem.
De acordo com Costa, as regiões mais críticas são Oeste e Noroeste. Em Toledo, por exemplo, a média para o período é de 123 milímetros, mas, até agora, foram registrados 12 mm. Na região de Ponta Grossa, choveu apenas 35 mm, enquanto a média é 124 mm.

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