Falta de atenção mantém alto número de atropelamentos
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segunda-feira, 15 de junho de 1998
Israel Reinstein 
Ao contrário dos motoristas, o pedestre de Curitiba não mudou seus hábitos desde a implantação do Código de Trânsito Brasileiro, há quase seis meses. Dados da Diretoria de Trânsito (Diretran) indicam que os números de atropelamentos na cidade continuam altos, em parte por causa da imprudência das pessoas. Até maio, foram registrados 548 atropelamentos na cidade, apontando uma média de 109 incidentes por mês. No mesmo período do ano passado, foram 579, ou 115 mensais. Em compensação, houve quedas de acidentes com vítimas, mortos e feridos.
O chefe do Núcleo de Educação e Cidadania da Diretran, Luiz Eduardo Hunzicker, afirma que os pedestres não estariam respeitando as regras básicas de trânsito, como o uso da faixa de segurança. Hunzicker aponta também a prática de atravessar a rua em frente aos ônibus. Eles esquecem que têm deveres e direitos e quando não obedecem isso, estão colocando seu corpo em risco, frisa. Para ele, o fato de ainda não existir a regulamentação das penalidade contra pedestre pode influir um pouco na falta de responsabilidade das pessoas. Hunzicker diz que existem também situações em que os motoristas colaboram para piorar as estatísticas, quando furam os sinais.
Mesmo com os índices de atropelamentos altos, os demais itens da violência no trânsito diminuíram, afirma Hunzicker. O número de acidentes com vítimas caiu de 1.823 pessoas para 1.419. Ele aponta que em seis meses de vigência do Código, 50 pessoas deixaram de morrer, caindo as mortes de 192 para 142, vítimas de atropelamentos e acidentes. O número de feridos foi reduzido de 3.100 para 2.475 - ou seja, 20,2%.Técnicos afirmam que pedestres não respeitam as
regras básicas, como o uso da faixa de segurança
Marcelo AlmeidaImprudênciaPedestre não respeita sinal vermelho e atravessa rua, assumindo risco de atropelamentoDesde o início do ano
houve 548 atropelamentos,
contra 579 no mesmo
período do ano passado


