O abastecimento de água em Maringá só voltará à normalidade amanhã. Até lil pessoas ficarão sem o produto. A Sanepar terminou o conserto da canaleta por onde chega a água do Rio Pirapó, que abastece a cidade, no meio da tarde de ontem. A água da chuva infiltrou-se na canaleta, na última terça-feira, provocando rachadura do concreto e prejudicando o funcionamento de um dos três módulos da estação de tratamento, que fica na Avenida Pedro Taques, bairro Jardim Alvorada.
Maringá tem 267 mil habitantes e 80% são abastecidos pela estação central de tratamento da Sanepar. Outros 20% dos habitantes recebem água de poços artesianos. Com o problema na Sanepar, metade dos moradores da cidade abastecidos pela estação central ficou sem água.
A estação da Sanepar tem três módulos de tratamento. Um desses módulos está sendo reformado e ampliado. Quando estiver pronto, em novembro, segundo o assessor de imprensa Manuel Messias Mendes, a capacidade de vazão de água tratada em Maringá será de 850 litros por segundo - atualmente, é de 650 l/s. Desde o acidente com a canaleta, a vazão baixou para 280l/s.
Um outro módulo, inaugurado neste ano, está trabalhando a todo vapor, mas não está dando conta do abastecimento. O terceiro módulo, o mais antigo, é que ficou prejudicado com a rachadura na canaleta.
‘‘Para voltar ao nível normal de abastecimento, demora bastante (de 24 a 48 horas) porque à medida que os reservatórios vão se enchendo de água tratada o produto vai sendo consumido. Por isso, acredito que até sábado a cidade terá seu abastecimento normalizado’’, garantiu Mendes. Enquanto seus funcionários consertam a canaleta, a Sanepar faz um revezamento no abastecimento dos bairros.
A Sanepar tem dois reservatórios de água tratada na estação central do Jardim Alvorada. Um com capacidade para 13 milhões de litros e outro, com 7 milhões de litros. Há mais dois reservatórios em bairros da periferia com capacidade de 4,5 milhões de litros cada. No total, a capacidade dos reservatórios de Maringá é de 29 milhões de litros de água tratada.Ossamu KandaUm dos módulos de tratamento de água da Sanepar em MaringáMarccio W. Varella

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