A Organização Não-Governamental (ONG) Grupo Esperança da Vila Marízia (área central) está enfrentando um problema para tratar do lixo reciclável que vende: a falta de água. Em setembro do ano passado, a ONG inaugurou um galpão com maquinários específicos, conquistados através de um programa do governo japonês. O grupo conseguiu adquirir prensas, lavadoras, secadoras, mas a máquina de triturar plástico está parada até hoje.
A trituradora é movida a água e não há como colocá-la em funcionamento. ''Estamos perdendo dinheiro'', afirmou a coordenadora do Grupo Esperança, Zumira dos Santos. Isso porque o quilo da garrafa pet moída custa R$ 1,50 e eles estão tendo que vender a garrafa bruta ao custo de R$ 0,60 o quilo. Além disso, ela contabiliza que R$ 1,5 mil está parado porque vários tanques de plástico estão estocados, aguardando ser triturados para comercialização.
Segundo a presidente da entidade, Verônica Cardoso Lourenço, em dezembro foram gastos R$ 135,00 para a instalação de um cavalete e mais duas contas no valor de R$ 22 já foram quitadas. Mas a água até agora não chegou. ''Nem o banheiro a gente pode usar'', reclamou Zumira.
Segundo o chefe de manutenção da Sanepar, Mario Sirosse, o problema é que a pressão na região está baixa e por isso a água não está chegando na quantidade suficiente. Uma equipe da empresa foi até a ONG na tarde de ontem e verificou que realmente a região está com problema. A assessoria da Sanepar informou que vai ser feito um estudo para verificar que tipo de melhorias precisam ser realizadas no local para normalizar o fornecimento de água no menor tempo possível.
O Grupo Esperança é formado por 20 recicladores de lixo. Segundo Zumira, o ganho de cada um é de R$ 9,00 a R$ 12,00 por dia. As máquinas adquiridas pelo Programa de Assistência Comunitária do Japão tiveram custo de R$ 74 mil e garantem uma renda maior para os recicladores, que antes ganhavam R$ 150,00 por mês.

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