Falta de água gera manifestação
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quinta-feira, 08 de janeiro de 1998
Lucília Okamura 
Paulo WolfgangTorneiras secasDonas de casa levaram baldes vazios para a rua: no União da Vitória, população tem água só de madrugadaMoradores do jardim União da Vitória, zona sul de Londrina, fizeram um protesto ontem, no início da tarde, na rua dos Pastores. Carregando baldes vazios, cerca de 20 pessoas, a maioria donas de casa, reclamavam da constante falta de água na região. A Sanepar diz que a região é considerada crítica em termos de abastecimento por se localizar em uma região alta e afirma que o problema deverá ser sanado com a perfuração de poços artesianos.
A dona de casa Maria Lúcia Rodrigues afirma que o problema já é antigo, mas se intensificou há cerca de três meses. Segundo ela, a água chega à torneira das casas somente após às 23 horas e dura até o início da manhã. Estamos cansados de ficar sem água todos os dias, afirma.
Marli Dias, que também é dona de casa, conta que tem três filhos pequenos e é obrigada a ir para a casa de sua mãe, no jardim Itapoá (zona sul). Eles (Sanepar) estão judiando da gente, diz.
Segundo os moradores, as contas de água devem chegar nos próximos dias, mas garantem que não irão quitá-las até que o problema seja resolvido. Como vou pagar por uma coisa que não tenho?, diz Maria Rodrigues. Justo Gomes ressalta que o próximo protesto será realizado na sede da Sanepar. O pessoal está muito revoltado.
O gerente metropolitano da Sanepar, Paulo Kishima, ressalta que não existe falta de água, mas que o local é considerado um ponto crítico para abastecimento. As condições de abastecimento na região são precárias, é difícil a água chegar lá, concorda. Ele diz que esta situação será resolvida com os dois poços artesianos, já perfurados e que possuem vazão total de 130 metros cúbicos por hora. A licitação para esta atividade, segundo ele, deverá ser realizada no primeiro semestre.


