Falta de água afeta 150 mil consumidores em Londrina
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quinta-feira, 05 de janeiro de 2006
Fernanda Borges<br>Reportagem Local 
O grande volume de água, acumulada em decorrência das chuvas intensas ocorridas nos primeiros dias do ano, foi o principal fator que fez com que diversos bairros de Londrina ficassem desabastecidos ontem. Parte da produção foi paralisada para a lavagem dos decantadores da estação de tratamento, que acumularam lama. A Sanepar estima que o problema afetou 27% da população (cerca de 150 mil consumidores).
Segundo o gerente metropolitano da Sanepar em Londrina, Sérgio Bahls, o órgão teve que reduzir em 50% a produção de água no Sistema Tibagi durante a madrugada de ontem, e foi por esse motivo que faltou água em diversos pontos da cidade. ''Como o Rio Tibagi é responsável por 54% de toda a produção de água de Londrina, o desabastecimento tornou-se inevitável'', disse.
Bahls explicou que as chuvas acabam levando muita terra para o rio. A falta da mata ciliar, segundo ele, também é um fator que contribui bastante. ''Tivemos que paralisar parte do sistema para a lavagem dos decantadores da estação de tratamento de água, que acumularam muita lama '', disse o gerente.
A limpeza da Estação foi finalizada no final da manhã de ontem, mas a distribuição de água ficou prejudicada durante o dia todo. Os bairros Cafezal I, II, III e IV, na Zona Sul, foram os mais afetados. A Zona Leste também ficou sem água no período da tarde. Outras regiões da cidade teriam sentido queda brusca da pressão da rede de água, devido a manobras operacionais realizadas para amenizar os efeitos de queda de produção.
Bahls disse também que a Zona Norte também teria sofrido uma pequena alteração na distribuição de água, mas a normalização ocorreria ainda na noite de ontem. ''Ainda assim, pedimos a colaboração da população para que façam um uso racional da água'', salientou o gerente da Sanepar.
Os moradores do Cafezal II alegam que a falta de água na região tem ocasionado transtornos e alguns populares afirmam que não é a primeira vez que o bairro fica sem água por diversas horas. O pintor Fábio Carvalho disse que começou a faltar água na sua casa por volta das 11 horas e por isso teve que utilizar água da caixa para trabalhar. ''Fiquei parado porque eu tenho que usar água. Esperei até agora, mas já são 16h30 e tive que voltar a trabalhar. Na semana passada aconteceu a mesma coisa'', reclamou.
Por volta das 17 horas, o morador do Cafezal IV, Wilson Araújo, disse que sentiu falta da água no início da tarde, por volta das 13h30, horário em que chegou em casa. ''Não ficamos sabendo de nada. Minha esposa está esperando até agora a água voltar para poder fazer o trabalho de casa'', comentou.


