Falta de agentes pode inviabilizar Prisão
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quarta-feira, 22 de julho de 1998
Osmani Costa 
A Prisão Provisória (PP) de Londrina, inaugurada no último dia 2 pelo governador Jaime Lerner (PFL), pode ter o seu início de funcionamento - anteriormente previsto para o final de julho - adiado pela demora na contratação dos 24 agentes penitenciários que trabalharão na unidade. Segundo informações obtidas ontem junto às secretarias estaduais de Administração e de Segurança - que administrará a PP -, as contratações dependem exclusivamente da autorização do governador.
Os agentes a serem contratados são candidatos aprovados em concurso público realizado a pedido da Secretaria Estadual de Justiça em 1996. Depois de contratados, eles passarão por treinamento e serão emprestados à Secretaria de Segurança para assumir suas funções na Prisão Provisória de Londrina. O pedido de contratação foi encaminhado ao Palácio Iguaçu pela Secretaria de Administração em junho, mas como ela não consta das despesas orçamentárias deste ano ainda não foi liberada por Lerner.
A Prisão Provisória, construída ao lado da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) e com capacidade para abrigar 144 detentos, é considerada de fundamental importância para desafogar quatro Distritos Policiais (DPs) da Polícia Civil, que têm 104 vagas mas estão atualmente com 277 presos. Nos DPs, são constantes as rebeliões, tentativas e fugas. Só neste mês ocorreram três tentativas de fugas em dois DPs.
Nossa expectativa é que a Prisão Provisória entre mesmo em funcionamento até o final do mês, conforme ficou combinado com o governo durante a inauguração da obra. Enquanto isto não ocorre, continuamos preocupados e convivendo com a possibilidade de rebeliões e a ameaça de fugas, comenta o delegado-chefe da 10ª SDP em Londrina, Wanderci Corral Fernandes.
Segundo ele, o secretário estadual de Segurança, Rubens Abrahão Tanure, garantiu na última semana que o cronograma para o início do funcionamento está mantido para o final do mês. Estamos apenas aguardando a chegada dos agentes penitenciários e o funcionamento da Prisão Provisória para transferir para ela 180 presos, que hoje estão amontoados nos distritos, afirma o delegado-chefe.
A PP abrigará detentos não condenados até a inauguração da nova Cadeia Pública de Londrina, que será construída em um ano, em terreno doado por um empresário, na saída para o distrito de Maravilha (zona sul da Cidade). A construção da Prisão Provisória custou R$ 693 mil.


