Londrina - Para as ONGs de proteção a animais, o gargalo será a conscientização da população, caso o projeto de castração da Prefeitura de Londrina saia do papel. A presidente da Associação Defensora de Animais (ADA) de Londrina, Anne Moraes, afirmou que a ideia é boa, mas falta fazer um trabalho para conscientizar a sociedade sobre o abandono de animais. "A maior barreira é a má vontade da população. Antes a desculpa era que não havia dinheiro para castrar os animais, agora já ouvi gente falando que não vai ter como levar o animal até a clínica para que ele faça a operação. Quem não tem vontade arruma várias desculpas", salienta.
Para resolver o problema, segundo ela, é necessário começar colocar microchip em todos os animais, incluindo a identificação dos donos, para que eles sejam multados caso o animal seja abandonado. "Seria um trabalho lento, mas daqui um tempo, com a maioria dos animais identificados, as multas poderiam ser aplicadas. Então as pessoas pensariam melhor antes de abandonar um animal."
Compartilhando a mesma opinião de Anne, a presidente da ONG Sete Vidas, Silvana Chinezi, acrescenta que o projeto da prefeitura de castrar animais de pessoas de baixa renda. "É um primeiro passo para melhorarmos esse quadro, porque realmente percebemos que a maioria dos animais de rua está em bairros de baixa renda. Mas realmente é necessário conscientizar a população para a necessidade da castração, já que muitos não entendem essa importância", afirmou.
Para ela, se houver a castração de pelo menos 10% dos animais, já melhora a situação. "São 10% de animais a menos se reproduzindo. O trabalho acaba sendo em passo de formiga, mas é necessário."
Já a presidente da ONG SOS Vida Animal, Ana Maria Alexandre Mendonça, é contra o projeto da Prefeitura. "Não acredito que a maioria das pessoas leve o animal na clínica, cuide dele no pós-operatório, dê o remédio. Acho que essa verba poderia ser melhor aproveitada se ela fosse distribuída entre as ONGs que já fazem esse serviço." (P.B.O.)

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