Três Conselhos Tutelares em Londrina, que funcionam na Zona Norte, Sul e Centro, atendem a população da cidade. Em cada um dos Conselhos, cinco conselheiros trabalham para garantir que o direito de crianças e adolescentes sejam respeitados. Para a vice-presidente do Conselho Tutelar Centro - que atende cerca de 300 a 350 casos por mês - Melissa Fernanda Benício Faria, ''existe bastante clareza entre os conselheiros''; o que falta, segundo ela, é conscientização da população.
''Existe uma demanda muito grande de pedidos de guarda, por exemplo. É uma postura de todos encaminhar a pessoa para um advogado. As pessoas confundem muito a função do Conselho Tutelar, mas para nós está bastante claro qual é o papel do conselheiro'', disse.
Para a conselheira tutelar Maria Dolores Domit, ex-presidente do Conselho Sul na última gestão, as dificuldades dos Conselhos se devem, principalmente, pela falta de conscientização das pessoas em relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), estituído há 16 anos. ''Ainda há uma resistência muito forte por parte da polícia e da própria educação que acham que o ECA foi feito para proteger marginais. Não basta dizer que as crianças são o futuro da nação e ninguém cuidar dessas crianças. O ECA garante que a criança e o adolescente tenha atendimento médico e educação com prioridade, o que vai fazer diferença para ela quando adulta'', disse.(F.B.)

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