Mais uma família foi mantida refém de assaltantes ontem, no início da tarde. Dois homens fingindo ser vendedores de vassouras, armados de revólver, invadiram uma casa na Rua Dinamarca (Zona Sul), por volta das 12h30, e mantiveram amarrados e presos em um banheiro o dono da casa, sua mulher, dois filhos menores, seu sogro e dois funcionários que trabalhavam na casa, em final de construção.
Família e funcionários ficaram sob a mira das armas cerca de uma hora. Durante este tempo, Paulo Alberto Eufrásio, 18 anos, e Sivaldo Alves dos Santos, 37 anos, fugitivo da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, recolheram todos os objetos de valor que encontraram, como jóias, celulares, vídeo e DVD, além de R$ 266,15 em dinheiro e talões de cheque, colocando-os dentro de mochilas. Antes de fugir a pé pelos fundos da casa, a dupla rasgou uma toalha de mesa e amarrou os pulsos de todos.
O pedreiro Sebastião de Souza contou que ele e mais dois colegas almoçavam na varanda da casa quando os assaltantes se aproximaram, com vassouras nas costas. ''Como o portão estava aberto, eles foram entrando e apontando as armas.'' Dentro da casa estava o sogro do proprietário da residência, que pediu para não ter o nome divulgado. Logo depois, chegaram o casal e os filhos, de 10 e 12 anos.
Ao serem levados para o banheiro, um dos familiares não entregou o celular aos assaltantes e a polícia pôde ser acionada. ''Em poucos minutos eles chegaram. A ação do Pelotão de Choque foi exemplar'', elogiou o proprietário da residência.
Segundo o aspirante Frank Sione dos Santos, três viaturas se dirigiram ao local, e uma delas seguiu em direção à Avenida 10 de Dezembro, onde os assaltantes foram presos, às 13h30, próximo à Avenida Europa, carregando as mochilas com os objetos roubados. Eufrásio e Santos foram encaminhados ao 4º Distrito Policial (DP), onde permaneceriam detidos.
O sogro do proprietário da residência relatou a experiência como uma ''terrível humilhação''. Ele contou que estava na cozinha, de costas, quando percebeu uma arma apontando em sua direção. ''Nunca passei por uma situação como esta. Só quem passou consegue imaginar o que é. Eles não pouparam nem as moedas do cofrinho do meu neto'', relatou.

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