A ação de falsos fiscais tem preocupado o Escritório Central de Arrecadação dos Direitos Autorais (Ecad) de Londrina e Região. Os falsários, segundo denúncias recebidas pelo chefe do Ecad, José Luiz Brandão Neto, estariam se apresentando como fiscalizadores da entidade em casa noturnas e solicitando aos proprietários que enviassem à entidade a cobrança do que haviam consumido durante a fiscalização.
O órgão representa os autores de músicas e se responsabiliza pela cobrança de taxas de direitos autorais das rádios, estabelecimentos comerciais, bares, centros de eventos e festas, conforme determinação de legislação federal. Brandão informou que o Ecad possui oito fiscais atuando na região e as fiscalizações só ocorrem por determinação do escritório. Não é permitido que os fiscais consumam qualquer coisa durante o trabalho. Ele alertou que quando estão em serviço essas pessoas devem apresentar, primeiro, a credencial e a identidade. ''Às vezes eles ganham cortesias nos bares ou cinemas, mas não devem abusar da credencial''.
Brandão disse ainda que os bares e restaurantes de toda área de ação do Ecad estão cadastrados e pagam uma taxa mensal. Por isso, os fiscais só visitam esses locais quando há atraso de pagamento. ''Verificamos se eles deixaram de executar músicas''. A taxa é cobrada também de festas realizadas em buffets.
Quando a entidade fica sabendo de algum novo estabelecimento é enviada uma correspondência ou algum fiscal vai até o local dar explicações sobre a cobrança da taxa. Os proprietários podem se cadastrar imediatamente ou têm um período para se cadastrar. ''Ninguém tem autorização para comer ou beber às custas do Ecad'', reforçou.
Toda e qualquer cobrança só é feita através de boleto bancário. Esses valores, como explicou, são recolhidos diretamente pela sede da entidade no Rio de Janeiro (RJ) e distribuídos aos autores das músicas. Meios de comunicação e promotores de eventos e festas devem pagar uma taxa ao Ecad cada vez que executam uma música.
O Ecad está fazendo um alerta aos donos de bares e restaurantes da existência dos falsos fiscais, mas nenhuma queixa foi registrada na polícia.

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