Falso grupo Olodum é preso em Curitiba
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sábado, 09 de dezembro de 2000
Simone Mattos De Curitiba 
A casa de shows Moinho São Roque e os fãs curitibanos da banda Olodum foram prejudicados por um grupo que se fazia passar pela famosa banda baiana. Na noite de quinta-feira, pouco antes do horário marcado para o início do show, a polícia prendeu em flagrante os supostos músicos. Eles estão detidos na Delegacia da Ordem Social, em Curitiba, e o falso empresário, José Virgílio de Oliva, está foragido.
Estamos tão surpresos com tudo o que aconteceu quanto vocês, afirma um dos donos do Moinho São Roque, Luiz Manzi Neto. Apesar de ter sido vítima, a casa de shows fez questão de arcar com todas as despesas e devolver os ingressos vendidos antecipadamente. Nosso prejuízo foi de aproximadamente R$ 7 mil, diz ele.
Manzi Neto conta que há cerca de 20 dias ele foi procurado pelo suposto grupo Olodum, que dizia ter interesse em realizar um show em Curitiba com a proposta de gravar ao vivo canções do próximo CD da banda. O contrato foi assinado em nome da Companhia de Produções Olodum de São Paulo.
No dia marcado para o show, uma integrante do fã-clube curitibano do Olodum estranhou o fato de tal show não coincidir com a agenda do grupo. Ela imediatamente ligou para Salvador e obteve a confirmação de que não havia nenhum show programado para Curitiba.
O presidente da verdadeira banda (João Jorge Rodrigues) veio imediatamente para cá e fomos para a delegacia, conta Manzi Neto. A polícia prendeu todos os integrantes em flagrante no hotel, pouco antes do início da apresentação. Os farsantes, liderados por Wagner Santos e Paulo César de Jesus, um ex-integrante da banda Olodum, estão detidos na Delegacia da Ordem Social e serão indiciados em inquérito policial por estelionato e falsidade ideológica.
Há pouco mais de um ano este pessoal vem prejudicando o nosso grupo, que há 21 anos faz um trabalho cultural e social sério, de renome internacional, afirma o presidente do Olodum. O músico Wagner Santos diz que tudo não passa de uma grande confusão. Segundo ele, o seu grupo se chama Filhos de Olodum e não tem nada a ver com o Olodum da Bahia. A questão é que todos os contratos trazem apenas o nome Olodum. O falso grupo utilizava ainda o site da banda na Internet e todo o vestuário e instrumentos de percussão com as cores do grupo baiano.


