Falso fiscal da RE é preso por golpe
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quarta-feira, 24 de maio de 2000
Lucinéia Parra De Maringá 
A polícia de Sarandi (7 km de Maringá) prendeu, na noite de anteontem, Sílvio Lopes da Silva, 59 anos, acusado de ser um falso fiscal da Receita Estadual e que forçava comerciantes da cidade a pagar por publicidades em um jornal sobre o órgão. A polícia procura ainda outros cinco falsos fiscais que também estariam agindo na cidade.
De acordo com o delegado José Maurício de Lima Filho, Silva foi preso em flagrante ao tentar receber de um comerciante R$ 580,00 por um espaço publicitário em um suposto suplemento da Receita Estadual. O delegado explicou que há cerca de uma semana, dois comerciantes da cidade registraram queixa contra um grupo de fiscais que estavam visitando as empresas e forçando os proprietários a investir em propaganda.
Eles intimidam os comerciantes afirmando que se não anunciarem vão fazer vistorias nas empresas. Argumentam que as empresas estão irregulares e que se os comerciantes não anunciarem vão ser multados em valores muito acima da publicidade, disse Lima Filho.
Orientado pelo delegado, um dos comerciantes que fez a denúncia simulou ter aceitado fazer a publicidade e pagou com um cheque que foi imediatamente sustado. Silva e outros três homens, que segundo o delegado fazem parte da quadrilha de falsos fiscais, compareceram anteontem no final da tarde na loja do comerciante para tirar satisfação do cheque sustado e receber o dinheiro.
A secretária do comerciante conseguiu avisar a polícia, que compareceu no local logo em seguida. Silva foi preso em flagrante quando recebia o dinheiro, mas os outros três comparsas, conforme a polícia, fugiram em um Santana, cor prata.
O delegado disse que ontem de manhã recebeu a informação de que em Cianorte (80 km a leste de Umuarama) os comerciantes também teriam denunciado o mesmo tipo de golpe. Acredito que esta quadrilha esteja agindo em toda região. Os comerciantes, ao se sentirem coagidos com este tipo de golpe, devem procurar imediatamente as delegacias de suas cidades, orientou.
Silva, que disse no depoimento que morava em Curitiba, foi indiciado por estelionato e formação de quadrilha. A pena prevista varia de um a cinco anos de prisão.


