Sid Sauer
De Campo Mourão
O Conselho Regional de Odontologia (CRO) fechou na segunda-feira à noite o consultório odontológico que, segundo denúncias, era mantido em Iretama (70 km ao sul de Campo Mourão) pelo protético Jonas Vicente. O fechamento foi feito por dois fiscais do CRO, com a proteção de policiais.
Todos os equipamentos do consultório foram levados para Curitiba. Antes da interdição, os fiscais ligaram para Vicente e marcaram uma consulta com ele.
‘‘A ligação comprovou que Vicente continuava exercendo ilegalmente a profissão’’, disse ontem a promotora de Iretama, Fernanda Lacerda Trevisan. O telefonema para marcar a consulta com o protético foi feito na frente dela, num telefone do fórum.
A promotora se disse surpresa com a confirmação da consulta, uma vez que Vicente, que já tinha sido denunciado pelo Ministério Público, há um ano, havia se comprometido a não mais atender como dentista.
Fernanda apresentou denúncia contra Vicente em abril do ano passado. Como a pena mínima prevista por exercício ilegal da profissão é de seis meses, ele teve direito ao benefício de suspensão do processo desde que deixasse de trabalhar como dentista.
Com a autuação de segunda-feira, a promotora vai pedir a revogação da suspensão. ‘‘Ele terá que voltar a responder por esse processo e por um outro que deverá ser aberto’’, disse Fernanda.
A primeira denúncia acusava Vicente por exercício ilegal da profissão durante oito anos. A Folha não conseguiu entrar em contato, ontem, com Jonas Vicente. Ninguém atendeu as chamadas feitas ao telefone da casa dele. À polícia, durante a interdição, na segunda-feira, Vicente disse que já havia vendido os equipamentos para um dentista, que é quem estaria atendendo na clínica.
A pena por exercício ilegal da profissão é de 6 meses a 2 anos de prisão.

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