Falso brilho
Londrina é prata, pensa o desconhecido que chega pela primeira vez na cidade e, na Avenida Brasília, depara com a cerca do ferro-velho forrado de calotas. Sob o sol forte do Norte, o muro brilha e cega quem chega do Sul sem óculos escuro. As esferas prateadas que um dia giraram feito a Terra e refletiram no cinza do asfalto a alegria das viagens, agora refletem o vermelho do chão e as carcaças daquilo que um dia foi sinônimo de liberdade. (Adriana De Cunto)





