Silvana Leão
De Londrina
Foi preso na manhã do último sábado, em Londrina, Fredemax Mota, que estava foragido da polícia desde setembro do ano passado. A prisão foi feita pela Polícia Civil de Porecatu (85 quilômetros ao norte de Londrina), que investiga os responsáveis por assalto ao Supermercado Bela Vista, ocorrido na madrugada do dia 16 de janeiro no município. Dos R$ 40 mil em cheques e dinheiro levados no assalto, R$ 3,5 mil em cheques foram encontrados em poder de Fredemax Mota. Ele é um dos envolvidos no caso que ficou conhecido como ‘escândalo do leite’ – denúncia de que cooperativas de leite da região foram vítimas de extorsão (ver texto abaixo).
Segundo o delegado Márcio Vinicius Ferreira Amaro, ele estava sendo procurado desde quarta-feira passada e foi encontrado em sua casa em Londrina. Mota, que por diversas vezes se apresentou como assessor da Câmara de Vereadores de Londrina, teve prisão temporária decretada por cinco dias, para apuração de seu envolvimento no assalto. De acordo com o delegado, ele afirmou à polícia que recebeu os cheques pela venda de um carro.
Fredemax Mota já estava com prisão temporária decretada pela Justiça de Loanda (Noroeste do Estado) desde o início do mês de outubro de 99, acusado de envolvimento com uma quadrilha especializada em furto e receptação de motores de barco. Quatro integrantes da quadrilha, já presos, apontaram o londrinense como um dos receptadores dos equipamentos roubados. O outro receptador seria Vanderlei Tavares Canto, de Cambé, ainda foragido.
O caso de Loanda começou em 13 de setembro, com a morte de Luis Carlos Retondim, que morava na Ilha do Mineiro, no município de São Pedro do Paraná. Retondim foi morto durante um assalto na ilha. Um dos integrantes da quadrilha preso, José de Oliveira dos Santos, conhecido como ‘‘Zé Cabeludo’’, foi identificado pela polícia como autor do latrocínio.
Segundo o promotor responsável pelo caso, Marcos Cristiano Andrade, pela dificuldade de prender Fredemax Mota e Vanderlei Canto, o processo de ambos foi separado do processo dos outros envolvidos, já detidos. Andrade explicou que tanto Mota como Canto são denunciados como mandantes do crime e portanto estão sujeitos a pena por latrocínio, que varia de 20 a 30 anos de prisão.

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