Falsificadores são presos em Curitiba
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de março de 1999
Dimitri do Valle 
A investigação da morte de dois travestis assassinados no dia 6 de março no bairro Rebouças, em Curitiba, levou policiais da Delegacia de Homicídios a desbaratar uma quadrilha que falsificava dinheiro e documentos. Cinco homens foram presos na noite de sexta-feira. A polícia apreendeu cerca de R$ 2,5 mil em notas falsas, cartões de crédito, carteiras de motoristas e certidões de nascimento forjadas.
Estão presos João Antônio Freiman, 24 anos, Valdecir Belmiro de Souza, 32 anos, Marcos Paulo de Moraes (idade desconhecida), Dalmo Aparecido da Silva, 33 anos, e Marcelo Anderson Marques, 29 anos. Marques mantinha uma gráfica em Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, onde confeccionava as notas falsas.
Os policiais estão atrás de um sexto homem, apontado como o chefe do bando. De acordo com o investigador Sérgio Medeiros, a descoberta do grupo de falsificadores começou por volta das 20h30 de sexta-feira, quando ele e o também investigador Osmar Júnior tentavam identificar os matadores dos dois travestis num ponto de prostituição da Rua Brasílio Itiberê.
Medeiros disse que João Antônio Freiman e Valdecir de Souza tinham características físicas semelhantes com a dos suspeitos da morte dos travestis. Eles estavam numa moto na Rua Brasílio Itiberê e foram abordados pelos policiais. Durante a revista, foram encontrados R$ 330,00 em notas falsas que estavam guardadas com Valdecir.
Diante do flagrante, os dois apontaram Marcos Paulo de Moraes como o repassador das notas. Marcos foi preso em sua casa, próxima ao conjunto Marumbi, no bairro Uberaba. O preso seguinte foi Dalmo Aparecido da Silva. Em sua casa, a polícia encontrou carteiras de habilitação de motorista frias, registros de nascimento falsos, cartões de crédito, certidões de nascimento e mais de R$ 2 mil em dinheiro falsificado.
Os policiais também identificaram carimbos do Detran dos municípios catarinenses de Joaçaba e São Bento do Sul. Até a imitação da assinatura do falecido delegado do Instituto de Identificação, Douglas Haquin, foi localizada.
Marcelo Anderson Marques, o dono da gráfica Art Sul, foi o último a ser preso em Rio Branco do Sul. Os cinco homens foram autuados em flagrante por formação de quadrilha, moeda falsa e falsificação de documento público. Dalmo Aparecido da Silva já tem passagens na Polícia Federal por emissão de dinheiro falso. O registro criminal de Marcos Paulo de Moraes consta também no Instituto de Identificação.


