A polícia apresentou ontem, em Curitiba, Miguel Antunes, 54 anos, preso em flagrante na segunda-feira, no Jardim Botânico, com um carregamento de 216 garrafas de uísque, rum, vodca e conhaque falsificados. A carga está avaliada em R$ 1,7 mil. Antunes, que está detido na Delegacia de Estelionatos e Roubo de Cargas, produzia as bebidas em uma pequena fábrica no quintal de sua casa, em Joinville (SC), e abastecia alguns bares da Capital.
Segundo o delegado Cícero José, a polícia chegou a Antunes através da prisão no dia 10 de outubro, de Dirceu Rodrigues Caiado, proprietário de um bar no bairro Boqueirão. ‘‘Ele vendia bebidas falsas e após as investigações chegamos ao fornecedor indicado por ele’’, afirmou. Caiado foi liberado após pagamento de fiança.
Antunes alegou falsificar bebidas por estar desempregado. Morador na rua Valdomiro José Borges, 607, com a mulher e mais quatro filhos, disse que ganha mensalmente R$ 400,00 com a falsificação. ‘‘O suficiente para pagar as minhas contas’’, disse. Cada garrafa de uísque era vendida a R$ 4,00 e a caixa com 12 litros de conhaque custava R$ 24,00.
Há seis meses nesse ramo, Antunes apreendeu a falsificação de bebidas com um amigo do Rio Grande do Sul. A sua bebida continha álcool, pouca quantidade de malte e corante. As tampas das garrafas eram compradas em São Paulo e os selos falsificados em Balneário Camboriú (SC), ações que irão lhe render um inquérito por crime federal.
Sobre seus contatos, Antunes não quis identificar ninguém, mas a polícia mantém três pessoas sob investigação. ‘‘O comércio fraudulento é considerado crime e além de Antunes outras pessoas serão indiciadas’’, afirmou o delegado.

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