Falsificação de passes escolares será investigada
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 25 de junho de 2004
Fábio Galão<br>Reportagem Local 
Representantes da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) registraram, na manhã de ontem, uma queixa na 10 Subdivisão Policial (SDP) a respeito de um esquema de falsificação de passes no transporte coletivo de Londrina. Nas últimas semanas, cerca de mil passes falsos foram recolhidos no sistema por cobradores da empresa e da outra concessionária, a Francovig.
De acordo com o gerente administrativo da TCGL, José Carlos de Lima, as suspeitas de falsificação foram levantadas há cerca de duas semanas, num trabalho de conferência dos passes recolhidos. Atendendo requisição da empresa, a gráfica que imprime as passagens fez uma avaliação técnica dos passes que apresentavam indícios de fraude. A análise, cujo laudo foi recebido anteontem pela TCGL, confirmou as falsificações.
Lima explicou que os passes falsos são cópias grosseiras dos originais: as cores são diferentes e mal acabadas, o papel tem textura semelhante à de sulfite e as passagens não apresentam nenhum dos 11 itens de segurança dos originais, como marca d'água e fundo ultra-violeta. Essas diferenças são facilmente perceptíveis mas, mesmo assim, os cobradores aceitaram muitos desses passes.
''Os cobradores podem ter se confundido, já que as passagens verdadeiras podem ficar parecidas com essas falsificações quando molhadas'', disse o gerente. Lima não soube estimar qual seria o prejuízo financeiro causado até ontem o que se sabe é que muitos dos passes falsos recolhidos são escolares. ''É difícil dizer quantas passagens falsificadas ainda estão em circulação'', comentou o gerente.
Das duas concessionárias, apenas a TCGL registrou queixa na Polícia Civil, já que a empresa é a responsável pela confecção dos passes do sistema. Lima afirmou que a orientação dada aos cobradores é de que prestem atenção nas passagens que são entregues e que recusem as que possuem indícios de falsificação. Já para os usuários do transporte coletivo, a diretoria da TCGL recomenda que só comprem passes na loja da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), na Rua Quintino Bocaiúva, 351, e nos guichês do Terminal Central.
Lima comentou que as empresas esperam que o sistema passe logo a operar totalmente em bilhetagem eletrônica, que permite maior controle e é mais difícil de ser fraudada. O delegado-adjunto da 10 SDP, Jorge Barbosa, disse que o Setor de Furtos e Roubos vai investigar o caso.


