Mulheres mal intencionadas vêm se passando por trabalhadoras da Secretaria da Saúde de Cambé com o objetivo de entrar em residências em diversos bairros da cidade. Em menos de 15 dias, pelo menos dois casos foram registrados pelo Departamento de Vigilância em Saúde Coletiva, quando duas casas foram visitadas por mulheres que não fazem parte do quadro de funcionárias terceirizadas pela prefeitura.
Na semana passada a casa da funcionária pública Maria Adelina Prestes Correia, que fica localizada na área central de Cambé, foi alvo da ação de uma das supostas agentes. Apesar do susto, não houve nenhum tipo de violência contra os moradores, mas serviu de alerta para Maria Adelina, que costumava deixar a mãe sozinha em casa. ''Minha mãe já é uma pessoa de idade e costuma achar que todo mundo é amigo e até convida estranhos a entrar. Naquele dia eu estava em casa, a mulher disse que era agente da dengue e pediu pra entrar. Não ficou mais de 15 minutos, mas ficava olhando tudo e foi embora sem assinar a ficha'', comentou.
A supervisora de campo da Saúde, Célia Koyama, disse que numa outra situação a mulher se apresentou ao morador com camisa amarela (mesma cor da camisa das agentes) e segurando uma prancheta. ''Ela olhou a casa e até assinou a ficha de visita. Quando eu fui lá checar para ver se era alguma de nossas agentes, percebi que ela apenas fez um rabisco no papel. Nossa preocupação é de que elas podem estar rondando, vendo quem fica sozinho em casa ou querendo ver se tem algo de valor para cometer algum crime'', comentou.
O Departamento de Vigilância em Saúde alerta a população quanto a alguns cuidados para evitar que estranhos entrem nas casas. A diretora do departamento, Maria de Brito Lô Sarzi, explicou que todas as 64 agentes que atuam em Cambé usam uniforme da prefeitura (camiseta, chapéu e bolsa), crachá com nome e logomarca do Centro de Integração e Apoio Profissional (Ciap). Além disso, todas as agentes penduram do lado de fora da casa uma bandeira amarela - que é uma identificação de que há um agente trabalhando naquela residência.
''Em qualquer situação estranha as pessoas podem entrar em contato com o departamento para que possamos ficar sabendo quem são essas pessoas que estão se passando por agentes. Outra medida é ligar para a polícia'', disse a diretora.

Serviço
- Os telefones de contato com o Departamento de Vigilância em Saúde são (43) 3174-0226 e 3174-0242.

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