FALA, CIDADÃO
''Acho que é o sequestro. Não conheço ninguém próximo que tenha sido sequestrado, mas acho que é a pior das consequências; ninguém respeita mais as pessoas. Os assaltos também são consequências graves. Se você está andando por aí, pode sofrer este tipo de violência. Já fui assaltada uma vez.''
Luíza da Silva, doméstica, 45 anos
''A impunidade é o que há de pior. Se o bandido é preso, logo depois consegue ser solto e voltar novamente às ruas. Outra consequência é o medo, que acaba fazendo com que as pessoas deixem de sair de casa, afetando também as vendas no comércio. Eu não tive a infelicidade de sofrer com a violência na cidade.''
Nelson Hachimoto, representante comercial, 58 anos
''Acho que o pior são os assaltos, pois geram traumas, aborrecimentos, além da demora para a pessoa se recuperar. No dia em que a empresa em que trabalho foi assaltada, fiquei escondida. Eu e meus colegas ficamos traumatizados e com muito receio durante um ano. Toda pessoa não conhecida que entrava na empresa se tornava suspeita.''
Noemi dos Santos de Godoy, cozinheira, 28 anos
''A insegurança de andar pelas ruas e a perda da liberdade para sair com a minha família. Mudei até o caminho que fazia para chegar ao trabalho; não faço o mesmo itinerário sempre. Também tive de diminuir as saídas de casa e evito passear em lugares como o Lago Igapó e o Calçadão à noite.''
Marcelo Pereira da Silva, marceneiro, 31 anos





