FALA, CIDADÃO
Sinto saudade da falta de compromisso. Não existia rotina, normas, a vida era mais tranqüila quando eu era pequena. Hoje os compromissos, a responsabilidade e os horários para tudo deixam a gente com uma vida muito corrida. Gostaria de voltar a não ter compromissos. Dá muita saudade daquele tempo.
Gabriela Mariano Munhoz, 22 anos, assistente social
Sinto falta da liberdade e das brincadeiras com o carrinho de rolemã. Se pudesse hoje, voltaria a andar neles. Acho que não seria a mesma coisa, mas ia gostar muito de relembrar. A gente tinha uma liberdade muito grande, que vai perdendo, conforme o tempo vai passando.
Wilson Carvalho, 28 anos, técnico em eletrônica
Sinto saudades do tempo de brincadeiras de boneca, de casinha. Passei a infância no sítio e tínhamos um lugar perto de casa onde não havia plantação. Ali, eu e minha irmã fazíamos nossa casinha, com quarto, cozinha, sala. Era muito bom. Parecia de verdade. Era um tempo que dá muita saudade.
Leonira Santana, 63 anos, dona de casa
Não sinto saudade de nada. Não sei o que é brincadeira, porque nunca brinquei. Desde pequeno só trabalho. Meus pais eram muito pobres e a gente sempre teve que carpir muito mato no sítio. Carpia o dia inteiro e só sei o que é trabalho, trabalho. Não sei o que é brincar, por isso não sinto falta de nada.
Dário Branco Ribeiro, 81 anos, aposentado





