FALA CIDADÃO
''Acho que a universidade tinha que abrir a porta para muitos negros e os que estudam em escolas estaduaism que não tem as mesmas condições que outros estudantes. Quem estuda em escola particular tem até melhor alimentação. É muito diferente. Muitos alunos negros e da escola pública têm que trabalhar, antes de ir para a escola. Como temos uma grande porcentagem de pessoas da classe negra acho que é uma coisa boa. Independente de cor não podemos ter desigualdades'', Clóvis Aires da Silva, 46 anos, comerciante
''Acho que o governo já começou errado ao criar o sistema de cotas, que para mim é racismo. Acho que o ensino tem que ser igual para todos. Muitos negros e estudantes da escola pública que não utilizam cotas conseguem passar'', Mauro Sérgio Guedes, 30 anos, operador de máquinas
''Acho que é importante, mas ao mesmo tempo acho que é um pouco de racismo. Concordo até que é uma forma de reparação social, mas ainda é racismo'', Iracelis Pires, 50 anos, aposentada
''Não concordo. Acho que está criando uma discriminação. Acredito que deveria melhorar o ensino básico para que os estudantes negros e de escolas particulares não tivessem dificuldade e para que negros e brancos tivessem a mesma oportunidade. Não é porque é negro ou estudou na escola pública que necessariamente terá dificuldade'', Cleusa Gonçalves da Silva, 41 anos, fotógrafa
''Não tem que ter cota. Acho que é preconceito estipular cota. Todo mundo deveria ter acesso ao ensino público de qualidade. Não existe isso de reparação social. A partir do momento em que se oferece ensino de qualidade não tem essa equiparação'', Cláudio Rodrigues, 40 anos, produtor cultural
''Acho importante as cotas. O negro é muito discriminado. As pessoas acham que não tem capacidade de fazer nada na vida. Estamos no século 21 e a discriminação continua. Por isso sou a favor das cotas'', Andréa Rodrigues Pereira, 18 anos, estudante.
''Sou contra cotas porque ser ou não negro ou pobre não tem nada a ver. Não tem diferença entre negro e branco na minha opinião. Estudo em uma faculdade particular e lá, por exemplo, tem muitos estudantes negros. Não vejo diferença'', Ana Paula da Silva, 22 anos, estudante





