Faixas elevadas completam quatro anos
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segunda-feira, 15 de agosto de 2016
Rafael Souza Reportagem Local 
Alternativa utilizada pela Prefeitura de Londrina para tentar reduzir o número de acidentes em pontos de tráfego intenso de pedestres e veículos, as faixas elevadas tiveram sua eficácia questionada no início das primeiras implantações. Passados quatro anos, a avaliação é de que as faixas elevadas são instrumentos eficazes e foram aprovadas pelos pedestres.
"Elas apresentaram uma efetividade muito boa, realmente dá uma segurança muito maior que somente a faixa normal. É uma educação tanto para o pedestre, que agora sabe que tem um local certo para atravessar a via, como para o motorista, que aprendeu a respeitar o pedestre", analisou a presidente do Ippul, Ignes Dequech. O Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) é responsável pela elaboração dos projetos.
A reportagem da FOLHA percorreu alguns dos 30 pontos em que a faixa elevada foi instalada mediante projeto executado pelo Ippul. Não há como negar que ainda existe muito desrespeito, tanto de motoristas como de pedestres, mas a mudança de atitude é notória. "Os motoristas estão respeitando mais", constatou o empresário Rafael Milani Rodrigues, que mantém sua empresa instalada há mais de 20 anos na Avenida Lúcia Helena Gonçalves Viana, no Jardim Pacaembu (zona norte). Ele conta que a instalação da faixa elevada, que completa na terça-feira (16) uma semana, foi um pedido dos próprios comerciantes do local, que se acostumaram a levar sustos diários com as freadas e atropelamentos na movimentada via, ligação da zona norte ao centro da cidade.
A presidente do Ippul reforça que o número de pedidos para a colocação de novas unidades tem aumentado bastante. Segundo ela, a indicação de faixas elevadas é para locais onde há exigência de travessia de pedestres diante de um tráfego intenso de veículos, como próximos a entrada de postos de saúde, escolas e supermercados.


