Faixa lembra morte de estudante
Os moradores da Casa do Estudante Universitário (CEU), no centro de Curitiba, iniciaram uma nova manifestação cobrando justiça para o caso do assassinato do estudante Maurício Razzolini Correia, de 26 anos, há mais de um ano. Segundo José Carlos Pereira, estudante e morador da CEU, o primeiro passo para a medida foi a colocação de uma faixa em frente ao local do crime.
Não podemos ficar calados enquanto os bandidos estão soltos, afirmou o estudante. De acordo com ele, muitos moradores e estudantes do Colégio Estadual do Paraná estão assustados e têm medo de passar pelas redondezas do Passeio Público durante a noite.
O assassinato do estudante de direito Maurício Correia aconteceu no dia 5 de abril do ano passado. Ele e a namorada Arlete Santos estavam passando pelo local quando foram abordados por três prostitutas que pediam R$ 1,00 emprestado para que pudessem voltar para a casa. Antes mesmo que eles respondessem, dois assaltantes (Osmar Marcos de Oliveira, de 40 anos, e João Marcelo Moagir Borges, 26) se aproximaram e tentaram roubar o casal. Arlete teria gritado e Oliveira teria dado duas facadas em Maurício, que morreu no local. Todos foram presos e encaminhados para a Delegacia de Furtos e Roubos da cidade. Mas um ano depois, apenas um deles continua preso: João Borges.
O delegado Jorge Azor Pinto, da Furtos e Roubos, não soube explicar o porquê de Oliveira, acusado de assassinato, não estar mais preso na delegacia. Eu não estava aqui naquela época, mas deve ter havido um alvará de soltura da Justiça e não tivemos mais acesso ao caso, afirmou.Mauro FrassonAmigos do estudante assassinado colocaram a faixa cobrando justiçaLuciana Pombo





