O mestre-de-obras Nilson Botelho, morador do conjunto Ilda Mandarino (zona norte), pendurou ontem à tarde uma faixa no gramado em frente à Prefeitura. Foi a maneira encontrada para protestar pela falta de pavimentação asfáltica naquele bairro. ‘‘Na época da campanha eleitoral deste ano, o prefeito (Luiz Eduardo Cheida) esteve lá e prometeu o asfalto.’’
Nilson Botelho conta que não faz parte de nenhuma associação de moradores e que teve a idéia sozinho. Ele conta que pagou pouco menos de R$ 30,00 para mandar confeccionar a faixa. O morador afirma que a falta de pavimentação, além de transformar a rua em lamaçal quando chove, traz prejuízos à saúde das crianças. ‘‘Tenho duas filhas, de quatro e dois anos, que vivem com problemas respiratórios por causa do pó.’’ Ele mora há quatro anos na rua André Emílio Guergoletto.
A esperança do mestre-de-obras é que o prefeito pelo menos inicie a obra antes do término de sua administração. ‘‘Se ele asfaltar o bairro, coloco outra faixa. Dessa vez, de agradecimento’’, promete. Nilson Botelho revela, no entanto, que não tem muita esperança de ver as ruas do bairro asfaltadas. ‘‘O meio-fio, que já ficou pronto há muito tempo, está sendo destruído pela erosão.’’
O secretário municipal de Obras, Márcio Strini, explica que a obra de pavimentação asfáltica naquele bairro deveria ser executada dentro do Programa Paraná Urbano. Ele conta que o projeto foi enviado para a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Urbano (Sedu) em agosto para ser analisado. Segundo Márcio Strini, até agora não houve retorno da Sedu. O projeto está orçado em R$ 660 mil. Ao todo, seriam asfaltados 50,5 mil metros de ruas.

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