Campo Mourão As faculdades estaduais de Campo Mourão (Fecilcam) e de Paranavaí (Fafipa) estão elaborando um projeto para tentar convencer o governo do Estado a não anexá-las à Universidade Estadual de Maringá (UEM). A idéia é que, juntas, as duas instituições sejam transformadas na Universidade Estadual do Noroeste.
''Estamos desenvolvendo um projeto único e vamos provar que não é preciso injetar dinheiro novo para a criação dessa universidade'', explicou o diretor da Fecilcam, Rubens Luiz Sartori. ''Vamos mostrar que as duas regiões, juntas, têm potencialidades para ter a sua própria universidade'', completou a diretora da Fafipa, Luzia Bana.
A proposta passou a ser debatida depois que a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou o fim da Unespar que reunia instituições de 12 cidades e sugeriu a anexação das faculdades à universidade já existente mais próxima. No caso da Fecilcam e da Fafipa, a anexação seria com a UEM.
''Unidas, as duas faculdades têm condições de crescer e manter um projeto pedagógico de acordo com as duas regiões'', ressaltou Luzia. ''Não temos nada contra a UEM, mas não queremos perder a nossa identidade e ficarmos sempre em segundo plano'', frisou Sartori.
Juntas, Fecilcam e Fafipa têm 4,8 mil alunos em 20 cursos de gradução. Tudo com um orçamento do Estado de R$ 5,5 milhões. As duas instituições ficam em cidades que polarizam 53 municípios do Noroeste. A proposta de união, contra a anexação, já foi aprovada em reuniões de professores pelas duas instituições.
O secretário Aldair Rizzi esteve no mês passado discutindo o assunto em Campo Mourão. Na ocasião, ele disse que não havia a possibilidade de criar de uma universidade na região, mas admitiu que podem ser discutidas alternativas.

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