As Faculdades Integradas de Foz do Iguaçu (Unifoz) criaram um serviço de assistência jurídica gratuita para pessoas pobres. Participam do projeto 70 estudantes do curso de direito da instituição, que é privada. Desde a criação do escritório, em agosto, já foram atendidas 150 pessoas.
Segundo o professor Benigno Cavalcante, titular das disciplinas de direito comercial e civil do curso e coordenador do projeto, além de beneficiar a população carente, o atendimento jurídico colabora na preparação dos futuros advogados. ‘‘Eles têm a vivência prática e enfrentam, ainda na faculdade, situações da vida profissional’’, afirma Cavalcante.
O Ministério da Educação exige que, nos dois últimos semestres do curso de direito - que é dividido em dez semestres -, as escolas ofereçam aulas práticas. Na Unifoz, participam do projeto estudantes do 8º e do 9º períodos. A primeira turma de Direito da faculdade só concluirá o curso em julho do próximo ano.
O atendimento jurídico é prestado pelos estudantes, com supervisão dos professores, que são advogados. Quando os processos chegam à esfera judicial, são assumidos pelos professores.
A seleção dos clientes é feita por entrevistas. ‘‘Só atendemos quem realmente não pode pagar um advogado’’, diz Cavalcante. Os interessados devem procurar o Escritório de Aplicação da Unifoz (Rua Xavier da Silva, 775, Centro). O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8 horas às 19 horas, e aos sábados, das 8 horas às 12 horas.
O projeto atende causas nas áreas de direito de família, do trabalho e criminal. De acordo com o coordenador, a procura maior é de mulheres que buscam a Justiça para cobrar pensão alimentícia de ex-maridos ou para provar a paternidade de seus filhos, além da separação de casais. Desde a criação do programa, o escritório já atendeu 150 casos, dos quais 20 viraram processos judiciais. ‘‘A maioria foi resolvida de forma amigável’’, explica Cavalcante.

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