Muitos ''blogueiros'' instalam sistemas de comentários em suas páginas. É uma forma de manter contato com os visitantes. Para quem escreve, as mensagens podem servir como uma espécie de termômetro. ''Ninguém que goste de escrever o faz para si. Sempre há um leitor subentendido. A diferença é que agora ele existe, interage imediatamente, diz 'gostei' ou 'tá horrível''', diz Patrícia Antoniete Ferreira.
Guilherme Bracco não é muito fã dos recados. ''Os comentários podem ser irritantes. Você pode estar falando sobre o Iraque ou do próprio umbigo e as pessoas passam lá para dizer 'Que lindo, beijo, tchau!'', diz.
''O aspecto ruim do blog é a exposição. Entrou na roda, agora tem de rebolar'', afirma Fernanda Guimarães Rosa. ''Às vezes as pessoas dão palpite na sua vida e vez e outra aparece um espírito-de-porco, mas no meu caso esses episódios foram raros.''
Um dos grandes atrativos dos blogs é a facilidade de publicação. ''Você não precisa entender de HTML (código de programação). Só precisa escrever e clicar. Não precisa ter um programa nem pagar taxa'', diz Cláudia Letti. ''O blog já vem pronto, isso foi um grande facilitador. Com os blogs, a internet deixou de ser um bicho-papão.''
A ferramenta de publicação mais popular é o Blogger, criado em 1999 pela empresa californiana Pyralabs, recentemente comprada pelo Google. O serviço também é oferecido pelos provedores IG e Terra.
No Brasil, o Blogger é administrado pela Globo.com. ''Desde agosto de 2002, viemos na liderança e fazendo crescer o segmento'', explica a gerente de Produto da Globo.com, Renata Brasil. Segundo ela, a categoria cresce até 10% a cada mês.
O Blogger.com.br já hospeda mais de 300 mil diários virtuais e teve 585 mil visitantes desde agosto do ano passado. ''Percebemos que, quando há algum grande evento, como a guerra no Iraque, as pessoas tendem a criar blogs. Eles atraem formadores de opinião. Eles depositam seus pensamentos lá, que são comentados por outras pessoas.''

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