Facibel propõe cobrança de taxa de manutenção
Facibel propõe cobrança
de taxa de manutenção
Sandra Mara Mendes
Especial para a Folha
A direção da Faculdade de Ciências Humanas de Francisco Beltrão (Facibel) quer cobrar R$ 50,00 por aluno para ampliação do espaço físico. Os alunos vão realizar uma assembléia esta semana para discutir o problema. Segundo o coordenador do curso de economia doméstica, professor João Maria de Andrade, a instituição está se mantendo com o dinheiro arrecadado nas inscrições do vestibular e com prestação de serviços. O governo do Estado ainda não repassou os recursos deste ano.
Segundo Andrade, folha de pagamento de professores e manutenção consomem cerca de R$ 70 mil por mês. O governo firmou compromisso de repassar R$ 1,5 milhão por ano. Em dezembro do ano passado, o governador Jaime Lerner (PFL) assinou a incorporação da Facibel à Universidade do Oeste do Paraná (Unioeste). O documento apenas autoriza a realização do processo técnico pela Secretaria do Estado de Ensino Superior e Tecnologia. A incorporação necessita da aprovação da Assembléia Legislativa, disse.
O estudante do curso de ciências econômicas, Fábio Watte, disse que a situação está crítica e os alunos estão querendo boicotar a taxa. O prefeito Guiomar Lopes (PMDB) expediu nota oficial expressando a necessidade da união de todos em torno da Facibel. Conforme Lopes, a Facibel concluiu os projetos para o pedido de instalação de cinco novos cursos, mas a aprovação depende da Secretaria de Ensino Superior. O presidente do Diretório Central dos Estudantes, Afonso Nunes Prestes, garante que tem um protocolo assinado pelo antigo diretório, onde consta que 50% dos recursos para manter a faculdade teriam que partir de entidades do município e 50% do governo do Estado.





