Segundo o delegado Luciano de Souza Purcino, que assumiu o comando da Polícia Civil de Sertanópolis há três meses, a explosão do número de homicídios na cidade no último ano é resultado de uma guerra entre duas facções pelo comando do tráfico no município. ''Com a morte do líder do tráfico na cidade, no ano passado, começou uma rixa entre dois grupos de traficantes e todas as vítimas e suspeitos dos assassinatos que aconteceram em 2008 têm ligação com o comércio de drogas'', explicou.
Para ele, o problema da violência não está relacionado apenas à falta de efetivo policial - Sertanópolis conta com um delegado e quatro investigadores e apenas oito policiais militares, sendo dois por turno -, mas à falta de projetos sociais que ocupem os adolescentes, que hoje têm sido recrutados pelos traficantes. ''Desde que cheguei aqui ocorreram dois homicídios e os dois já foram solucionados, inclusive o do Caio'', informou o delegado, que vê no serviço de inteligência da polícia uma saída para a redução da criminalidade no município. ''Desde que assumi a delegacia, a média de mortes diminuiu de 1,8 por mês para 1,5 por mês, graças ao trabalho de investigação'', acrescentou.
Um fator que também atrapalha as investigações, de acordo com o delegado, é a falta de testemunhas para os crimes. ''Tenho acesso ao banco de dados do disk denúncia e em 2008 Sertanópolis não registrou nenhuma ocorrência.'' (M.G.)

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