Além do trabalho com artesanato, os internos da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL) têm oportunidade de trabalho nos canteiros de fábricas conveniadas com a instituição e na manutenção do próprio complexo, o chamado pecúlio. Nas empresas, que ocupam 221 detentos, eles recebem por produção. No trabalho para a PEL, os 72 envolvidos ganham R$ 42,00 mensais. Em ambos os casos, as atividades garantem remissão de um dia na pena a cada três dias trabalhados.
Costura de bolas, bolsas e sacolas, fabricação de chinelos, montagem de aparelhos de fisioterapia, empacotamento de pratos descartáveis e canudinhos e montagem de prendedores de roupas são as atividades realizadas nos canteiros. A partir do mês que vêm, internos passarão a trabalhar na montagem de cigarros de fumo de corda.
A parceria com o Senar, que desde o ano passado ministra cursos variados na penitenciária, garante mais ocupação aos presos. Já foram realizadas nove turmas de aprendizado sobre técnicas para aplicação de agrotóxicos; quatro turmas para manufatura de produtos derivados de leite; uma turma de confecção de conservas vegetais; cinco turmas de administração rural (16 horas); três turmas avançadas de administração rural (40 horas); e três turmas de escrita rural.
Algumas das modalidades exigem o primeiro grau completo, que muitos internos concluem dentro da PEL. Os cursos são profissionalizantes e dão direito a certificado. Um agente penitenciário que também é árbitro da Federação Paranaense de Futsal ministra cursos de arbitragem de futebol aos internos, que recebem inclusive um diploma ao final das atividades. (C.A)

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