Fabricante garante peças de aparelho
Lúcio Horta
De Londrina
O no break (equipamento que mantém em funcionamento computadores durante queda de energia elétrica) da marca W System continua sendo produzido na região pela empresa KLM Brasil, de Cambé, que comprou os direitos sobre o produto em 1995. A informação é do proprietário da KLM, Luiz Abi Antoun. Ele estranhou a informação publicada ontem na Folha dizendo que o fabricante do no break deixou de produzir o equipamento e que não há mais peças de reposição no mercado paralelo.
Ele (aparelho) não deixou de ser fabricado e vende muito bem. Também temos peças de reposição, você encontra o componente que quiser, garantiu ontem Luiz Abi. A polêmica sobre a fabricação do aparelho começou segunda-feira, quando um técnico em eletrônica de Londrina (ele pediu para que seu nome não fosse divulgado) comprou num ferro-velho um no break que foi utilizado pelo Hospital Universitário (HU) e declarado como sucata. O técnico levou o equipamento para casa e constatou que ele estava funcionando normalmente.
Junto com o equipamento, estava um laudo técnico da empresa Assistence Informática, de Londrina, datado de 30 de agosto de 1999. O laudo atestava que o no break não poderia ser consertado porque o fabricante fechou as portas e não havia peças de reposição no mercado paralelo. Por causa desse laudo, o HU declarou o equipamento como sucata que posteriormente acabou vendido para o ferro-velho. A empresa ainda apresentou um orçamento de um no break novo, da marca Inside 1Ka, que custaria R$ 350,00.
Luiz Antoun disse ontem que estranhou o HU ter acatado o laudo da Assistence, dizendo que não seria viável o conserto do equipamento. O hospital deveria verificar isso melhor. Nós temos equipamentos no HU, inclusive no break emprestado, já prestamos assistência técnica e eles sabem que nós estamos funcionando. Vou cobrar deles uma melhor verificação, afirmou. Por entender que a polêmica pode ter prejudicado a imagem de sua empresa e do produto, o empresário colocou o caso nas mãos do advogado para uma possível medida jurídica.
O diretor-administrativo do HU, Lelbe Luiz Franciscone, convocou uma reunião para hoje, às 9h30, com todas as pessoas envolvidas na polêmica o técnico em eletrônica, representantes da KLM e também da Assistence Informática. Ele quer tentar esclarecer a confusão e também decidir o que fazer com o no break levado ao HU ontem pelo técnico em eletrônica e lacrado, para evitar adulterações.
Também ficou decidido que, até a questão ser esclarecida, o HU não vai enviar mais nenhum equipamento à Assistence Informática. Além disso, afirmou Lelbe Franciscone, a partir de agora o hospital só vai aceitar que um equipamento não tem mais conserto depois de receber pelo menos dois laudos, de empresas diferentes.
Também ontem, a Assistence Informática informou que só iria se manifestar por meio dos advogados. À tarde seria divulgada uma carta com explicações sobre o episódio (texto ao lado).
Anteontem, Jaqueline Ferreira, sócia-proprietária, informou à Folha que a sugestão para substituir o equipamento foi realmente dada por causa da falta de peças de reposição do equipamento. Mas quem me garante que essa pessoa (o técnico que fez a denúncia) não trocou os componentes? Não estou afirmando, mas fica essa interrogação no ar, disse ela, anteontem.





