Fabricação de cerol pode ser proibida em Londrina
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sexta-feira, 02 de fevereiro de 2018
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
Em meio à convocação de suplentes de vereadores afastados pela Operação ZR-3, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado) e protestos contra o aumento do IPTU, o projeto que impede o comércio e fabricação do cerol em Londrina foi aprovado na sessão desta quinta-feira (2) da Câmara Municipal, a primeira de 2018, sem alarde. A iniciativa foi apresentada no ano passado por João Martins (PSL). Apenas Tio Douglas (PTB) e Filipe Barros (PRB) votaram contra. Cauteloso, o novato Valdir dos Metalúrgicos (SD) se absteve.

Para justificar sua ideia, Martins tratou de frisar que "a proposta não deve ser interpretada como ataque a uma brincadeira infantil tradicional, e sim como uma forma de preservação da vida dos nossos cidadãos e de nossas crianças. A ideia de quem usa o cerol é fazer uma disputa entre pipas para cortar o fio do adversário, mas essa brincadeira passou a ser muito perigosa. O problema mais sério é vivido por ciclistas e motociclistas".
Barros explicou que, como o projeto altera um dos artigos do Código de Posturas do Município, uma das leis complementares do Plano Diretor, não votaria a favor. Já Tio Douglas questionou como a fiscalização, em caso de sanção do prefeito Marcelo Belinati (PP), será realizada.
Segundo o Corpo de Bombeiros, o cerol tradicional é uma mistura de pó de vidro (normalmente de bulbos de lâmpadas) com cola, porém existem também varias modificações do cerol. Uma delas é substituir o vidro por pó de ferro, que é facilmente adquirido em serralherias. A fusão do ferro pelo maçarico deixa cair no chão um minúsculo pó, que, com o tempo, vai se criando no local uma vasta massa de pó. Esse material é retirado por vendedores de cerol e por pipeiros regularmente fora dos olhos da polícia. Esse material é misturado a cola-de-sapateiro ou cola de madeira.
No Paraná, vender ou fabricar cerol é proibido desde 2009. De acordo com a lei instituída pelo então governador Roberto Requião, quem for pego descumprindo a determinação sofrerá multa de R$ 500, valor que pode dobrar em caso de reincidência.


