Brasília (DF) - Algumas grandes empresas brasileiras já perceberam que vale mais a pena investir na conservação e recuperação dos recursos naturais do que meramente consumí-los. A Ambev, empresa que surgiu da fusão das fabricantes de bebidas Skol, Antarctica e Brahma, em 1999, é uma delas. Dependente da oferta de água pura para manter a qualidade de seus produtos, a gigante do mercado de cervejas e refrigerantes desenvolve há sete anos um programa de consumo responsável. Em cada uma de suas mais de 50 fábricas espalhadas pelo País há um gerente de meio ambiente responsável por reduzir a captação e a quantidade do recurso usado na produção.
  De acordo com informações divulgadas pela companhia, nos últimos oito anos o índice de consumo de água foi reduzido em mais de 27%. As unidades de Curitiba, Goiânia (GO), Minas Gerais e Camaçari (BA) são as que apresentam melhor desempenho, com um índice de 3,3 litros de água para cada um litro de bebida produzida.
  Em evento realizado na semana passada na Região Administrativa do Gama, no Distrito Federal (DF), a fabricante de bebidas divulgou os resultados do primeiro ano de um projeto piloto desenvolvido na Microbacia do Córrego Crispim, que abastece a fábrica local. Realizado em parceria com a Ong WWF-Brasil, o Projeto Bacias pretende promover a recuperação, conservação e gestão da bacia do Rio Corumbá e do Lago Paranoá. Para detectar a real situação dos níveis de poluição de nascentes no DF, os responsáveis pela iniciativa realizam o monitoramento da água em seis córregos da região.
  A partir dos resultados obtidos, será criado um histórico comparativo para avaliar a evolução dos parâmetros, identificar os problemas mais graves e buscar soluções para a degradação dos mananciais. Segundo a gerente regional de Meio Ambiente da Ambev, Tattiana Lupion Torres, posteriormente será avaliada a implantação de projetos semelhantes em outras áreas do País.
  A própria direção da empresa ressaltou, porém, que não está desenvolvendo este tipo de trabalho por ‘filantropia’, mas sim pela preocupação com o futuro. ‘‘Uma empresa tem que gerar valor para o acionista e para a comunidade. É a responsabilidade socioambiental que permite que ela tenha sustentabilidade. Não se trata de filantropia’’, afirmou o vice-presidente de Relações Corporativas da companhia, Milton Seligman. Segundo ele, a Ambev, que segue as diretrizes globais do grupo internacional Anheuser-Busch InBev, gerencia, há 19 anos, suas metas ambientais da mesma forma que gerencia seus négocios. A jornalista viajou a convite da Ambev

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