Fábrica de pré-moldados reduz custos das obras
Fábrica de pré-moldados
reduz custos das obras
O Estado gasta a metade do valor que seria cobrado por empreiteiras para construir pontes em pequenos municípios. Isso é possível graças ao Distrito Industrial de Obras do DER, como é conhecida a fábrica de pontes pré-moldadas, em Ponta Grossa, nas proximidades do contorno da BR-376.
A experiência do governo do Estado na construção de pontes está virando modelo para outros estados brasileiros. Delegações do Ceará, Bahia, Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul vieram ao Paraná especialmente para conhecer o programa, que barateia os custos de execução das obras de arte especiais.
No distrito industrial de Ponta Grossa é produzida toda a superestrutura das pontes, que engloba as vigas, lajotas, guarda-corpos e guarda-rodas. As cabeceiras, mais a parte de infra-estrutura constituída pelas fundações e pilares de sustentação, são feitas pelas prefeituras nos casos de convênios, ou pelo próprio DER.
As vigas são fabricadas em concreto de três a oito metros. Para obras em que a largura do rio exige vãos maiores, são feitas vigas de protensão, nos tamanhos de 18 e 20 metros. Nesses casos, além de ferro, areia, cimento e brita, também cabos de aço são utilizados na composição.
Cada ponte tem um tamanho médio de 14 metros de extensão e um custo de cerca de R$ 23 mil. O transporte é feito diretamente pelo DER, economizando custos. Pequenas comunidades, como Rosário do Ivaí (145 km ao sul de Apucarana), com 5.748 habitantes, valorizam esse tipo de obra. O município ganhou quatro pontes por meio de convênios com o governo do Estado. Na maioria dos casos, as pontes de concreto substituíram precárias pontes de madeira que, de tempos em tempos, eram destruídas pelas enchentes.
Cruz Machado (45 km ao norte de União da Vitória) é outro exemplo. A travessia sobre o Rio da Areia ganhou uma ponte de 101 metros. Outras duas pontes foram construídas no município, garantindo o escoamento da produção e o tráfego na zona rural.





